Dicas de Viagem de Silvia Grumbach

VIAJAR É ANTES DE TUDO UM ESTADO DE ESPÍRITO. GOSTAMOS DE NOS SENTIR LIVRES PARA ESCOLHER NOSSOS DESTINOS, FAZER NOSSOS PRÓPRIOS ROTEIROS, GASTAR MAIS OU MENOS TEMPO DE ACORDO COM NOSSA VONTADE E NOSSO SENTIMENTO EM CADA LUGAR VISITADO. AFINAL ESTAMOS SEMPRE DIANTE DE UMA INFINIDADE DE POSSIBILIDADES. SUGIRO QUE COMECE LENDO "O PORQUE DOS ROTEIROS ???" Clique sobre as ilustrações para vê-las ampliadas e, por favor, se as copiar, não deixe de citar a fonte. AO INTRODUZIR OS RESULTADOS DE MINHA PESQUISA DE NOSSA GENEALOGIA, PROSSEGUI NUMA VIAGEM, ESTA DE VOLTA AO PASSADO, REVISITANDO HISTÓRIAS DE VIDA E SEUS PERSONAGENS, NOSSOS ANTEPASSADOS … VIVOS EM NOSSAS LEMBRANÇAS

DESCENDÊNCIA FRANCESA

“A fome só se satisfaz com a comida 

 e a fome de imortalidade da alma

com a própria imortalidade.

Ambas são verdadeiros instintos.”

Fernando Pessoa

Léopold Grumbach, nascido em 1801, natural de Pfastatt, Haut-Rhin, residente em Mulhouse, comerciante.

& Rosette Bloch, nascida em 1800.

  • Léopold, do qual não se tem notícias e
  • Joseph Grumbach, nascido em 10/01/1841, às 19:30 horas, na ‘maison Engel’, na Rue des Tanneurs, 436, Mulhouse, Haut-Rhin, residência de seus pais. Mulhousiano. Foram testemunhas: Samuel Dreyfus, nascido em 1809, residente em Mulhouse, negociante e Elie Dreyfus, nascido em 1804, tio do recém-nascido, residente em Mulhouse, comerciante.

Estas informações foram extraídas do Extrato do Registro dos Termos de Nascimento da Cidade de Mulhouse – ano de 1841, em papel portando o Selo Imperial da França, Prefeitura de Mulhouse, Haut-Rhin, termo visto e legalizado pelo Presidente do Tribunal Civil de 1ª Instância de Altkirch. (Tradutora Pública Juramentada, Rosa Faierchtein Prais)

Curiosidade acerca do sobrenome Dreyfus: Alfred Dreyfus (Mulhouse, 09/10/1859 – Paris, 12/07/1935), um dos nove filhos de Raphael Dreyfus e Jeannette Libmann Dreyfus. Casou-se em 18/04/1891 com Lucie Eugénie Hadamard (Née), tendo tido dois filhos: Pierre (1891-1946) e Jeanne Levy (1893-1981). Capitão do exército francês, de origem judaica, foi injustamente acusado e condenado por traição, depois anistiado e reabilitado, tornando-se o centro de um famoso episódio de conotações sociais e políticas, durante a Terceira República francesa, que ficou conhecido como ‘caso Dreyfus’. Está enterrado no Cimetière du Montparnasse.

Existiria alguma relação com os Dreyfus padrinhos de Joseph Grumbach ???

Na internet  http://judaisme.sdv.fr/histoire/villes/mulhouse/hirschl/jmulh3.htm encontrei um texto traduzido especialmente para mim, por Patrick Lieutaud, que a seguir reproduzo:

“Os Judeus de Mulhouse e seus compatriotas.

… de maneira geral, os Judeus de Mulhouse gozavam de uma consideração favorável de seus concidadãos de outros credos. Em 1835, um Judeu de Mulhouse, fato raríssimo, condenado por assassinato (Caso Moyse Bernheim) e execrado no pelourinho da praça ‘de la Réunion’, foi insultado por sua religião pela turba. O ‘industriel Alsacien’ protestou, declarando: ‘até mesmo de um condenado, respeitemos o seu credo’.

Em 1837, uma grande família protestante de Mulhouse, os Koelchlin fez doações à sinagoga. Muitos cristãos participavam com doações regulares junto à Escola do Trabalho e é dever mencionar a generosidade do Dr. Salathé que, durante anos, ofereceu gratuitamente seus préstimos aos pequenos aprendizes judeus de Mulhouse. No funeral de Lazare Lantz, as crianças do orfanato da rua ‘du Bourg’, levadas pelas irmãs do Liederbronn acompanhavam o cortejo fúnebre.

Estes poucos exemplos bastam para mostrar o nível de relacionamento entre os Judeus de Mulhouse e seus concidadãos. A partir de 1819, eles ocupavam um espaço cada vez mais importante no desenvolvimento industrial da cidade (Irmãos Katz e Dreyfuss ou Trefouss, 1819; Katz e Piquart, 1835; Dreyfuss e Irmãos Wallach, 1852; Elie Dreyfuss, 1854; Lang e Bloch, 1856; os filhos de Emanuel Lang, 1857; Daniel e Sam Levy, 1857; Samuel Wallach, 1857; S. E. P. Dreyfuss, 1859; Raphael Dreyfuss, 1859; Raphael Dreyfuss, 1862; Dreyfuss e Lantz que alias participou do Conselho Municipal durante muitos anos (1860-1902), que por mais de dez anos ocupou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Caixa de Poupança, fundador do Banco de Mulhouse, Vice-Presidente da ‘Société Industrielle’ e que, em 1871, junto com alguns notáveis, foi negociar com Bismarck, em Versailles, a salvaguarda dos interesses de Mulhouse; assim como Raphael Dreyfuss, pai do Capitão Dreyfuss, e também Barouch Wahl, Corneille Bernheim, souberam impor o respeito e algumas vezes a admiração. Pode-se perceber o fato em 1848. Os distúrbios camponeses do ‘Sundgau’ contra os israelitas repercutiram em Mulhouse tão somente para ser severamente condenados. Mas foi com uma respeitosa simpatia que durante as grandiosas cerimônias patrióticas como estas da Árvore da Liberdade em março de 1848 ou do aniversário bissecular da reunião da Alsácia à França, em 26 de outubro de 1848, escutávamos os discursos vibrantes do Rabino Samuel Dreyfuss. A inauguração da sinagoga, à qual participaram os magistrados da cidade, a tropa e um público estimado em mais de 2.000 pessoas, foi igualmente uma verdadeira manifestação de união cívica.

Após a debandada (1871)

Com a guerra de 1870 e a derrota, começa um novo período na História da Comunidade. Os Judeus da Alsácia de modo geral, os de Mulhouse em particular, nutriam sentimentos profundamente franceses. Muitos partiram. Industriais, como Emanuel Lang, transportaram suas tecelagens do outro lado dos Vosges. Muitas famílias foram desta forma dispersadas, desmembradas. Um grande número daqueles que ficaram, optaram pela nacionalidade francesa. Foi esta demonstração de fidelidade que após a guerra, o governo francês quis realçar, outorgando a Legião de Honra a Lazare Lantz (10 de junho de 1871).

O Rabino Samuel Dreyfus falecera em 1870. No final de 1873, ele foi substituído pelo Rabino Salomon Moock. Escolha significativa. Nascido em Froeschviller (Baixo Reno), em 19 de maio de 1833, tendo feito seus estudos de rabinato em Metz, Rabino de Thann de 1858 a 1873, graduado Grã Rabino, Salomon Moock participara de toda a guerra e fora capelão do exército do Reno antes de ser afetado à Guarda Imperial. Esta nomeação tinha uma ponta de desafio ao invasor. Aliás, exceto durante a guerra de 1914, só se pregava em francês na cátedra rabínica de Mulhouse.

O ímpeto progressista da comunidade logo foi retomado. Em 1880, a comunidade construía um prédio anexo à sinagoga, com um oratório. Com a iniciativa e graças ao empenho pessoal do Rabino Moock, um Banho Ritual foi construído em 1882, na rua Gutenberg. Também foram aportadas modificações na disposição interna da sinagoga para aumentar o número de assentos. Foram organizados ofícios para a juventude, sábado de manhã, antes das aulas. Cursos religiosos foram criados fora dos estabelecimentos oficiais.

Assim como seu antecessor, o Rabino Moock era um escritor eloquente, e os jornais judeus de Paris, o Universo Israelita e os Arquivos Israelitas, publicaram numerosos artigos de sua pena. É que efetivamente, as relações eram constantes entre Mulhouse e a Pátria Mater.

O Caso Dreyfus e Mulhouse

Destes contatos, o Caso Dreyfus, que explodiu em Paris por volta do dia 25 de setembro de 1894 traz à luz inúmeros depoimentos. Alfred Dreyfus nascera em Mulhouse no dia 9 de outubro de 1859, filho de Raphael Dreyfus, industrial e de Jeanette Lippmann. O Coronel Sandherr, chefe da 2ª divisão, e um dos primeiros e mais mordaz acusadores de Dreyfus, era também originário de Mulhouse, nascido em 6 de junho de 1846. De seu pai, desembargador do tribunal de comércio daquela cidade, ele herdara sentimentos profundamente antissemitas, que ele sequer escondia. Sandherr, que por mais de uma vez desempenhou um papel equívoco no caso, aparece hoje como tendo sido o instigador, em consequência de uma informação difusa que um de seus primos, Sr. René Pierre Kullmann, também de Mulhouse, lhe teria passado pouco tempo antes.

Entre os atores que desempenharam algum papel neste caso, muitos eram nascidos em Mulhouse ou originários desta cidade: Mathieu Dreyfus, irmão do condenado; Paul Kullmann, que depôs a favor de Dreyfus no processo de Rennes; Sr. G. Parf-javal que depôs em Rennes contra a demonstração de Bertillon; o Doutor Louis-Emile Javal, da Academia de Medicina, que, quando da segunda revisão, enviou ao Procurador Geral um ‘curto aviso conselho’ a respeito da perícia do famoso borderô, etc. Scheurer-Kestner, este ‘nobre filho da Alsácia’, Vice-Presidente do Senado, nascido em Mulhouse em 1833, foi o grande artesão da revisão e da reabilitação de Dreyfus, auxiliado de certa forma por Lalance, antigo ‘deputado protestatário’ de Mulhouse.

Compreende-se, portanto, que Mulhouse tenha desempenhado um certo papel no caso. Investigações foram diligenciadas, tanto pelos adversários quanto pelos partidários de Dreyfus. Soube-se, assim, que o oficial passara algumas temporadas nesta cidade, mas os documentos publicados recentemente atestam que não foi sem dificuldades criadas pelas autoridades alemãs. Alegou-se, por ocasião de uma viagem de Scheurer-Kestner na Alsácia, que sua vinda era para fazer propaganda em Mulhouse, ‘agitando’ a cidade. Fato é que a cidade natal de Dreyfus estava dividida, tal qual a França, em dois campos. Mas aqueles que conheciam a família do condenado, não acreditavam na sua culpabilidade. Em fevereiro de 1895, dois industriais de Mulhouse, Srs. Mieg-Kühler e Théodore Schlumberger, tendo pedido uma audiência ao Imperador da Alemanha, ouviram da viva voz do príncipe de Hohenhole, grande chanceler do Império, a certeza que o capitão Dreyfus jamais entregara algo à Alemanha. Os irmãos do condenado, Srs. Léon e Jacques Dreyfus encaminharam, então, ao Imperador um ofício afim de receber uma declaração expressa, declaração esta que não pode ser deferida por razão diplomática. Imagina-se, portanto, que a reabilitação definitiva foi um alívio para os israelitas de Mulhouse, onde alguns parentes ou homônimos do capitão foram vítimas, às vezes, de amargas aventuras. Hoje em dia, Mulhouse deu o nome de Alfred Dreyfus a uma de suas ruas.

Antes da guerra e a guerra (1898-1918)

Foi em 1898 que o Rabino S. Moock faleceu, ele foi substituído pelo Rabino Félix Blum, nascido em Bischheim em 1847, egresso da Escola Rabínica da França em 1872, que fora antes Rabino de Brumath, em seguida de Phalsbourg. Durante seu Rabinato, ele escreveu um brilhante trabalho sobre ‘Le Sanhédrin de Jerusalém’. O Rabino Blum era um patriota francês convicto. Durante a grande guerra, forçado a pregar somente em alemão, ele não hesitou em pronunciar sermões cujas orientações, nem seus fiéis, nem as autoridades alemãs se enganavam e por mais de uma vez ele ficou preocupado com estes pronunciamentos. Este período ficou marcado pela consolidação das obras já construídas graças à devoção dos chefes como os Srs. Isaac Lantz, Charles Bloch, Armand Bernheim, Jacques Bernheim, Alph. Gintzburger, etc. O hospital israelita foi ampliado. A Sra. Lily Bernheim, … Sra. Ed. Dreyfus, …em 1911, fundou o ‘I’Abri’, sociedade das moças, que tinha como meta cuidar das crianças pobres e criou, neste sentido, uma guarda de crianças. O sionismo firmava-se na comunidade e o movimento Blau-Weiss animava a juventude, enquanto que a ‘Progressia’ e posteriormente a ‘Fraternitas’ encarregavam-se de suas distrações.

A guerra foi particularmente dolorosa para os israelitas alsacianos. Entre os homens, a maioria foi enviada para a frente de combate da Europa Oriental. Vários conseguiram passar para as linhas francesas. Entre eles, estava Sr. Alfred Wallach, hoje deputado por Mulhouse (1). Mulhouse ficou próxima do palco das operações durante toda a guerra. Nos primeiros dias, e por duas vezes, os franceses a penetraram. Ambulatórios foram instalados na ‘École de Travail’ e no ‘Hôpital Israelite’, o que permitiu alguns socorros aos soldados franceses, onde se destacou particularmente, pondo em risco sua própria vida, o Dr. Elias. Um grande número de correligionários da região de In, de Cernay até Aktkirch tinha se refugiado em Mulhouse, e a comunidade sustentou alguns. Para enfrentar os custos, as organizações e as sociedades israelitas não hesitaram, às vezes, em esgotar seus fundos de reservas e lançaram mão, muitas vezes, de ardis para evitar de subscrever empréstimos compulsórios emitidos pela Alemanha.

Perto de Mulhouse, na ‘Ile Napoléon’, foi fuzilado em 1916, o jovem David Bloch, de Guebwiller, que, sendo soldado francês, deixava-se conduzir dentro das linhas alemãs, por um avião, para procurar e obter informações. A temerária defesa do Doutor Léon Nordmann (2), do Tribunal de Mulhouse, sobrinho neto do famoso Reb Moïse Nordmann de Hegenheim, não pode salvá-lo do suplício. Ele foi assistido, nos seus momentos finais, pelo Rabino Camille Bloch, de Dornach. Ele está enterrado no Cemitério Israelita de Mulhouse.

A lealdade dos israelitas de Mulhouse exprimiu-se de mais de uma maneira, durante a guerra. Sr. Salomon Bloch foi condenado a três meses de detenção por ter incentivado seu filho à deserção. Sr. Lazare Geissmann foi também condenado: O ‘Loustic’ debochara dos alemães, logo no Café Moll ! Sr. Nephtolie Walloch, nomeado para a intendência do 7º exército alemão, valeu-se do seu cargo para distribuir carne aos habitantes de Montcornet, Vervins, Mouloy e Laon, clandestinamente, enquanto assegurava a troca de correspondências com a França não ocupada.

(1) O precedente deputado por Mulhouse (1924-1932) era Sr. Saloman Grumbach, hoje deputado pelo Tarn, nascido em Hattstatt, perto de Colmar. Sr. S. Grumbach, atualmente é vice-presidente da Comissão das Relações Exteriores, e de longa data Delegado Técnico junto à S. D. N. Foi aluno de Jaurès e íntimo colaborador de Sr. Briand. Assinalemos que um outro parlamentar israelita é também originário da nossa região, Sr. Louis-Louis Dreyfus, senador pelos ‘Alpes Maritimes’, nasceu de fato em Sierentz.

(2) Deve-se à iniciativa da Sra. Nordmann e do Abade Wetterlé o monumento erguido em Guebwiller em 1921, à glória de David Bloch.”

 

Pfastatt é uma comunidade do Haut-Rhin (Alto Reno), que é um departamento da Alsácia, região administrativa da França, localizada a leste do país, junto às fronteiras alemã e suíça e cuja capital e maior cidade é Estrasburgo.

Mulhouse é a maior comuna do departamento do Haut-Rhin e a segunda da região da Alsácia, depois de Estrasburgo. Ela é atravessada por dois rios, o Doller e o Ill, afluentes do Reno.

O nome da cidade tem origem no alemão Muhlhausen (moinhos), pois as primeiras instalações sedentárias foram moinhos construídos à beira dos dois rios que banham a cidade. O símbolo da cidade é, naturalmente, uma roda de moinho.

Mulhouse foi uma república germânica independente até sua reunião à França em 04/01/1798.

Registro de Matrícula dos Franceses da Chancelaria do Consulado da França no Rio de Janeiro, às folhas 164, no qual o Sr. Joseph Grumbach, residente no Rio de Janeiro, Brasil, profissão de negociante, opta pela nacionalidade francesa, conforme certificado pelo Cônsul da França no Rio de Janeiro, em 10/06/1872. (Tradutora Pública Juramentada, Rosa Faierchtein Prais)

Passaporte emitido pelo Consulado da França no Rio de Janeiro e legalizado pela Secretaria da Polícia da Corte, solicitando às autoridades civis e militares para que deixassem passar livremente o Sr. Joseph Grumbach, negociante, natural de Mulhouse, Alsácia, residente no Rio de Janeiro, em viagem para Buenos Aires, e, ainda, que lhe dessem ajuda e proteção em caso de necessidade, de 27/07/1886, aos 46 anos de idade, descrito como: cabelos grisalhos; sobrancelhas grisalhas; barba grisalha; olhos cinza claros; testa descoberta; nariz médio; boca média; queixo redondo; rosto oval; cor clara. (Tradutora Pública Juramentada, Rosa Faierchtein Prais)

Joseph Grumbach viajava acompanhado de Léonie Girault (Grumbach), nascida às 21 horas do dia 16/08/1850, natural de St. Firmin-des-Bois, Cantão de Chateaurenard, Departamento do Loiret, filha de Theophilo Girault, à época com trinta e oito anos de idade, diarista, domiciliado nos Hirter, lugarejo daquela comuna e de Madeleine Girault, com  trinta e cinco anos de idade.

Segundo as anotações de Raul Grumbach, Léonie Girault teria uma irmã gêmea, que, casada com um árabe, teria ido morar no Marrocos.

Nossa persistência nos levou a obter, em maio/2014, cópia da certidão de nascimento de Léonie Girault, permitindo, assim nos certificarmos do nascimento de duas crianças, do sexo feminino, a primeira nascida às 09 horas da noite à qual foi dado o prenome de Léonie e a segunda às 11 horas da noite do mesmo dia à qual foi dado o prenome de Constance.

A certidão foi firmada perante Louis Berrosse, Prefeito e Oficial Civil da Comuna de Saint-Firmin-des-Bois  (Cantão de Chateaurenard, Departamento do Loiret, tendo como testemunhas: François Girault, guarda particular, domiciliado em Valée, lugarejo daquela comuna e de Simon Bondou, diarista, de trinta e oito anos de idade, domiciliado em Hartet, também lugarejo daquela comuna. (traduzida por Patrick Lieutaud)

Léonie Girault faleceu em 16/05/1939, às 23 horas, aos 88 anos, de arterioesclerose generalizada e colapso cardíaco, na Rua Antônio Basílio, 77, tendo sido enterrada no Cemitério São Francisco Xavier – Caju.

Filhos de Joseph Grumbach & Léonie Girault:

  1. Rachel Grumbach, nascida em 1879, no Rio de Janeiro, falecida em 1958, carinhosamente chamada de ‘Granny’, casada com Antônio Braga, com quem teve 2 filhos: Henrique (Dico) e Yolanda.                                                                > Henrique (Dico) teve duas filhas: Mercedes e Vivian                                            > Yolanda, que se casou em 06/06/1931 com o inglês George Court, que havia vindo para o Brasil em 1926 para trabalhar como Engenheiro da Light and Power Company. Juntos tiveram uma filha Lilian Oswaldo-Cruz, que se casou com Eduardo e tiveram 4 filhos.
  2. Henri Edouard Grumbach (Henrique Eduardo), nascido em 25/01/1881, no Rio de Janeiro.
  3. Berthe Grumbach (Bertha Grumbach Amsler), nascida em 1883, no Rio de Janeiro, casou-se com Robert Amsler (natural da cidade de Reims na França), falecida às 14 horas de 14/03/1971, aos 87 anos, de arterioesclerose e infarto do miocárdio, em sua residência à Rua Sorocaba, 546, não teve filhos. (Livro nº 233, às folhas 194v, sob o nº 6234, 7ª Circunscrição – Freguesia do Espírito Santo – Estado da Guanabara) Roberto Amsler foi sepultado em 09/04/1939, no Cemitério São Francisco Xavier.

Foto oferecida por Lilian Oswaldo-Cruz, numa preciosa colaboração a este post.  Foto tirada em Basle. Da esquerda para a direita: Yolanda, no colo da ama; Berthe; Sépi Amsler, cunhada de Berthe; a matriarca Léonie Girault; Henrique (Dico) e Rachel.

FOTO EM BASLE

Na Declaração da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, do livro de concessões perpétuas, constam os sepultamentos dos ‘inocentes’, filhos de Joseph Grumbach & Léonie Girault, no Cemitério São Francisco Xavier:

  • George (Jorge) em 05/05/1876,
  • Rose Blanche (Rose Blanche) em 05/06/1876 e
  • Gaston (Gastão) em 10/01/1880.

No exato espaço de um mês perderam dois filhos.

Saint-Firmin-des-Bois é uma comuna francesa na região administrativa do Centro, no departamento Loiret, cuja capital é a cidade de Orléans, cerca de 120 km a sul de Paris.

 

Saint-Firmin-des-Bois 1900 (visão geral)

Esta cidade foi libertada dos ingleses por Joana D’Arc (em francês Jeanne d’Arc) (Domrémy-la-Pucelle, 06/01/1412 – Ruão, 30/05/1431), donzela de Orléans, mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva, santa padroeira da França.

O Vale do Rio Loire – desde Orléans até o mar, tem cerca de cem castelos renascentistas, tendo como fio condutor o Rio Loire. Dentre eles Blois, considerada das mais atrativas povoações do Vale.

O extraordinário número de castelos explica-se pelo fato de a região ter sido um dos locais favoritos dos reis e da aristocracia francesa desde a Idade Média. Os castelos mais antigos são medievais e foram de fato fortalezas, enquanto os mais recentes são palácios renascentistas e clássicos, destinados ao lazer e rodeados de magníficos jardins.

Levei uma placa de bronze herdada da Dinda, Helena Souto Grumbach, ‘Ao Faz Tudo’ para uma limpeza. Me parece que esta placa pode ter sido um presente aos homenageados de um jantar. Para minha surpresa, depois do processo de limpeza, foi possível ver, ainda que não muito visível,  um desenho esculpido no bronze, no verso da placa, mas reparando bem a imagem, parece uma fotografia aplicada no bronze. Na placa, os seguintes dizeres:

Diner du 26 Septembre 1905

(jantar do dia 26 de Setembro de 1905)

Donne a L’occasion du Depart, pour Rio-de-Janeiro

(oferecido para gravar a partida, com destino à cidade do Rio de Janeiro)

De nos chers oncle & tante

(dos nossos queridos tio & tia)

Rachel et Berthe

(Raquel e Berta)

Clarisse

Madame Hertz* (Senhora Hertz)

Jules et Rachel (Júlio e Raquel)                                                                              Jacques (Joaquim)

Henri et Thérèse (Henrique e Teresa)                                                                     Gaston (Gastão)

Myrtil et Nanette (Mirtes e Jeannette)                                                                     Lucien (Lúcio ou Luciano)

Henri et Lucie (Henrique e Lucia)                                                                              Roger (Rogério)

* Tradução Patrick Lieutaud (03/08/2011)

*Madame Hertz, Germanine Hertz, casada com Gaston Hertz, era grande amiga de Rachel e Berthe.

> Aqui serão inseridos cartas, bilhetes e postais originais.

Carte Postale de Berthe para Mademoiselle Irene Souto, datada de 23/11/1906: “A sympathia approximou-nos, que ella se transforme em sincera e eterna amizade ! Saudades da amiga Berthe.”

- Cartas, Bilhetes e Postais traduzidos por Patrick Lieutaud:

  • Carta Nova Friburgo, de 11 de fevereiro de 1909
  • Bilhete Caxambu, de 04 de março de 1910
  • Carta Caxambu, de 13 de março de 1910
  • Cartão Postal Fonte D. Pedro, de 14 de março de 1910
  • Carta Caxambu, de 18 de março de 1910
  • Bilhete Postal, de 27 de março de 1910
  • Bilhete, de 24 de maio de 1910
  • Cartão Postal Grande Hotel Bragança Caxambu, sem data
  • Cartão Postal Vista do Parque Caxambu, sem data
  • Cartão Postal Caxambu Parque, sem data
  • Carta com local e data cortados, sem data

“Queridos Henrique e Nininha, fiz muito boa viagem e encontrei todos em perfeita saúde, Henriquinho engordou e tem boas cores com as crianças e (…), ele lhe manda muitas lembranças e um abraço e muitos beijos a suas princesinhas. Rachel e Bertha aproveitaram muito, elas comem e já engordaram. Vocês devem ter recebido diretamente notícias delas (…). Friburgo é um clima esplendido e eu sinto de não poder passar todo o verão com vocês todos aqui. Pretendo descer sábado, mas como não tem trem antes das três horas da tarde, chegaremos à estação de trem de 8 a 9 horas da noite. Espero que Nininha e a querida e pequena Alice e tu vão todos bem e que não há nenhuma novidade no Rio e que encontremos todos em boa e perfeita saúde. Um beijo a Alice de Rachel e Bertha e um especial da sua vovó. Recebe querido Henrique e cara Nininha lembranças de Rachel e Bertha e um bom abraço de seu pai, Joseph Grumbach. Hotel Leuenroth - Nova Friburgo, 11 de fevereiro de 1909.”

“Meu caro Henri, como você pode imaginar pelos telegramas que te mandamos hoje de manhã, nós fizemos uma viagem horrível, após meia hora parados em Cascadura, ficamos enguiçados perto de uma hora em Madureira, esperando a liberação da estação de Deodoro, o que nos fez chegar a Cruzeiro com 3 horas de atraso e o trem Rio-Minas já tinha partido, não quis esperar tanto tempo, então, decidimos, nós os 30 passageiros para Caxambu, para não termos que pernoitar em Cruzeiro, tomar um trem especial que nos cobrou 400R$000. Cada passageiro teve que pagar mais ou menos 13R$000 e por fim chegamos sem outro incidente às 10 horas da noite no Hotel Bragança. Temos bons quartos e estamos todos em boa saúde As crianças aguentaram bem a viagem e espero que todos aproveitem bem esta excursão. O próximo ano será para todos nós, com Irene e suas caras pequeninas. Como vai esta linda pequena Alice e a cara pequena Helena ? Mamãe e eu aguardamos ansiosamente notícias tuas para saber se a cara pequena Alice está melhor. Eu espero que tudo esteja bem no escritório (A. Cahen & Cia, Veuve Louis Leib & Cia – Successores, Rua Bárbara de Alvarenga nº 4 – Antiga Leopoldina) e que você esteja recebendo os alugueres. Mamãe encarrega-me de vos beijar todos e pede desculpas por não escrever ela mesma. Até breve, meu caro Henri, teu pai atencioso que te beija. Caxambu, 04/03/1910″

“Meu Caro Henri, nós recebemos anteontem a tua carta para Rachel e já que ela não pode te escrever, as crianças não lhe dão sossego, eu te escrevo estas poucas palavras para te dizer que estamos em boa saúde e que as águas de Caxambu estão nos fazendo muito bem. Só que a vida é bem triste durante o dia, embora todos os hotéis estejam lotados, a gente não vê ninguém, estão todos na roleta e você sabe que eu não gosto de jogo. Eu espero que a cara pequena Alice esteja melhor da coqueluche (tosse comprida). Esta piora de tosse pode ser o fim da doença, beije-a bastante, esta pequena querida, por mim e por todos, como também a cara pequena Helena. Vejo com prazer que os remédios (…) fizeram bem à cara Nininha, que ela se trate bem e que se ela não escreve, já que as crianças não a deixam, ela está inteiramente desculpada. Você poderá nos dar notícias dela. No que diz respeito a Balthazar, não vá reclamar os 5.000 Réis, aguarde que ele venha pessoalmente te pagar. É uma pessoa honesta. Mamãe, Bertha, Rachel e (…) me encarregaram de te mandar lembranças. Receba, meu caro Henri e Nininha, de vosso pai atencioso que vos beija. Caxambu, 13/03/1910. Ontem recebemos a tua carta do dia 11.”

“Meu caro Henri, recebemos os teus cartões e esperamos que V. tenha consultado novamente para a cara Nininha. Aqui estamos todos bem. Teu Pai que te beija como também às caras Nininha, Alice e Helena. 14/03/1910″

“Meu caro Henri, já são dois dias que não tenho notícias do Rio, os trens estão chegando atrasados em Cruzeiro e a Rio-Minas não espera. Como você vê as coisas vão bem com a administração Frontin. Penso que receberei hoje à noite os jornais franceses que você certamente remeteu e que ainda não recebi. Estamos muito bem, quarta-feira fomos a Lindóia, onde nós almoçamos e estávamos de volta às 14 horas. Como vai a cara Nininha, espero que tenhas consultado o médico e que as dores que ela sentia tenham desaparecido. Soubemos que Braga (marido da Raquel) jantou com vocês e ele falou que Helena continua tossindo. Não é para se apavorar, a tosse comprida deve seguir seu curso e aos poucos irá desaparecer e espero que ao nosso retorno ela estará completamente restabelecida. Você não imagina, meu caro Henri, como eu estou entediado neste lugar, gostaria mais de estar no escritório trabalhando com vocês, mamãe e eu estamos contando os dias que faltam e pensamos estar de volta junto a vocês segunda-feira, dia 24 de março. Rachel e Bertha estão se divertindo. Rachel teve uma festa esplêndida para seu aniversário. O pessoal do hotel, sem nada dizer, chamou uma banda musical, um advogado fez um belo discurso, uma menininha ofereceu-lhe flores e depois tivemos um baile, ela nunca teve um aniversário igual e ela recordará com prazer de sua estadia em Caxambu. Bertha fez um passeio a cavalo e fará outro amanhã. Mamãe se junta a nós para vos beijar, às caras Nininha, Alice e Helena, como também você, meu caro Henri. Lembranças e abraços … (Bertha). Rio de Janeiro (Caxambu), 18/03/1910. 19 de março, 20 horas, recebi o pacote de jornais, escrevo a instrução e recebo regularmente os Réis.”

“Meu caro Henri, tive boas notícias de vocês pelo Senhor Raoul e pelo jornal que recebo regularmente, como V. faz o endereço, e vejo que está tudo bem. Partiremos amanhã, segunda, e estaremos junto de vocês no mesmo dia por volta das 17 ou 18 horas pelo Expresso de São Paulo. Aqui estamos todos ótimos. Teu Pai. 27/03/1910″

“Henri, eu estou te mandando um pequeno frasco de urina e te peço para encaminhá-lo esta tarde ao Dr. Barbosa Branéo (?). Eu estou melhor, fique tranquilo. Estou pensando em descer na cidade. Nininha está aqui insistindo. Teu Pai. Joseph Grumbach, 24/05/1910.”

“Meu caro Henri, confirmo-te o recebimento da tua carta de ontem, aqui está tudo bem, continuamos todos em boa e perfeita saúde. Beije Nininha por mim e às caras crianças.” Endereçado para Rua Babilônia nº 6 – perto da Rua Major Ávila – Andarahy Grande

“Meu caro Henri, recebi a tua carta como também os jornais e te agradeço. Vejo com satisfação que vocês estão todos em boa saúde. Nós também estamos todos bem e segunda-feira próxima, por volta das 17 ou 18 horas, pelo Expresso de São Paulo, nós teremos o prazer de beijar vocês todos. Teu Pai atencioso.”

“Meu caro Henri, recebi a tua carta gentil, teu telegrama respondendo o meu, como também os cartões dentro dos jornais e também recebi o pacote de jornais e seu conteúdo e te agradeço. Posso também te escrever em Português se você quiser, para mim, tanto faz. Nós estávamos um pouco preocupados por não receber notícias tuas, de saber da cara pequena Alice, mas percebemos pela tua carta que tudo, felizmente está pelo melhor. Temos que torcer para que isto continue assim e iremos vos encontrar em boa e perfeita saúde. Recebo regularmente os Réis que você me manda e se você não quiser escrever frequentemente, você tem uma maneira simples de nos dar notícias tuas todos os dias, quando você enviar o dinheiro, escreva em um canto qualquer onde se encontra a Prefeitura do Distrito Federal, estas simples palavras: ‘está tudo bem’ ou ‘sem novidades’ ou ‘nada de novo’, desta maneira teremos notícias todos os dias e não há o menor perigo, ninguém abre o jornal na página (…). Estou feliz de saber que (cortado) deve ter pagado também, mas você não terá trabalho para receber do Almeida, e tem o topete de vir te trazer 12.000 R$. Eu mandei fazer todos os pequenos consertos por Bittencourt. Aqui estamos todos bem, estamos em bom hotel, está conosco o sócio (…), o Dr. Alfredo Pinto, o antigo delegado de polícia de Santos, Luiz Pedreira, o Doutor Bulhões, que morou na nossa casa da fábrica, e muitos outros conhecidos nossos. As refeições e o clima são bons e já aproveitamos bem, principalmente o Henri (Henrique, filho da Raquel), que faz diabruras e come feito quatro. Léonie e eu vamos beber água nas fontes dos parques e o resto do tempo a gente fica entediado ao extremo, mas estamos aqui para nos revigorar e não para brincar. Recomende os meus respeitos à cara Alicinha e desculpe-me junto a ela por não ter escrito diretamente a ela, pois tenho muitas dificuldades para escrever em português. Beije bem forte por mim e por mamãe as caras pequenas Alice e Helena. Mamãe me encarrega de te beijar, como também a querida Nininha, e vocês devem ter recebido cartas de Raquel e Bertha. Receba, meu caro Henri, beijos afetuosos de seu Pai. (local e data cortados)”

“Caro Henri, espero que a presente vos encontre em boa e perfeita saúde, embora papai te diga que estou me divertindo, é exatamente o contrário, estou entediada e espero com ansiedade o dia 28 para estar de volta todos juntos. Beije por mim as caras Alice e Helena e também Nininha. Um beijo especial para Alice. Tua irmã que te beija. Rachel”

“Cara Nininha, como Rachel te escreveu hoje e te deu todas as notícias, o presente cartão é só para dizer que recebemos tuas cartas e que segunda-feira próxima futura teremos o grande prazer de estar de novo reunidos. Teu pai que muito te estima e te reverência, assim como as queridas Alice e Helena. Joseph Grumbach, sem data.”

“Ontem vos escrevi uma carta, por isto só lhe mando lembranças hoje e muitos beijos para todos três. Lembranças de Bertha, beijinhos do Henriquinho. Vossa irmã Rachel.”

“Meu caro Henri, confirmo-te o recebimento da tua carta de ontem, aqui está tudo bem, continuamos todos em boa e perfeita saúde. Beije Nininha por mim e às caras crianças.” Endereçado para Rua Babilônia nº 6 – perto da Rua Major Ávila – Andarahy Grande.

As correspondências assim traduzidas, a grande maioria delas datadas de 1910, nos revelam um Joseph Grumbach carinhoso, atencioso, ligado à família. Neste mesmo ano, em 01/08/1910, viria a falecer.

Henrique Eduardo Grumbach, aos 26 anos, comerciante, residente à Rua Desembargador Isidro, 73, casou-se em 06/11/1907, com Irene dos Santos Souto (Irene Souto Grumbach), nascida em 11/12/1887, então, com 19 anos, residente à Rua Barão de Pirassinunga, 1, filha legítima de José Antônio Alves Souto Junior e Alice Ferreira dos Santos Souto. (Livro nº 17, às folhas 120, sob o nº 330, do Registro Civil das Pessoas Naturais, da 8ª Circunscrição do Engenho Velho, 4ª Zona na Capital da Republica dos Estados Unidos do Brasil)

Tiveram quatro filhos: Alice, Helena, Joseph e Raul.

Carteira de Identidade de Henrique Grumbach, expedida em maio de 1918, nº48228, Registro nº 49211, profissão proprietário, altura 1,62; cor branca; cabelos castanhos, barba raspada; bigode raspado; olhos esverdeados, princípios de calvice fronto-coronal

Carteira Profissional de Henrique Grumbach, expedida  em 08/01/1937, nº 48705, série 27ª, o qualificava como auxiliar de comércio, residente à época a Rua Santa Sofia, 72.

O Registro de Óbito de Henrique Grumbach, registra o fato às 19:40 horas, de 11/07/1961, aos 80 anos, de insuficiência cardíaca congestiva e infarto do miocárdio, na Rua Francisco Sá, 38 aptº 501. (Livro nº 237, folhas 34, sob o nº 67.705, 5ª Circunscrição do Registro Civil das Pessoas Naturais, Freguesia da Lagoa e Gávea)

O falecimento de Irene Souto Grumbach foi em 05/03/1965, às 3:20 horas, aos 78 anos, de câncer de laringe, no Hospital dos Servidores do Estado. (Livro c.48, às folhas 92V, sob o nº 28.816, 1ª Circunscrição – 1ª Zona – Freguesia de Cand. Ilhas. S. Rita)

Alice Grumbach (Alice Grumbach Lips da Cruz) fez sua 1ª Comunhão em 15/08/1918, no Colégio dos Santos Anjos, tendo se casado com Frederico Lips Ferreira da Cruz, com quem teve uma única filha: Thelma Grumbach Lips da Cruz (Thelma Lips Sarmento Martins), que se casou com Sérgio Jacob Sarmento Martins, que tiveram igualmente um único filho: Marcelo Lips da Cruz Sarmento, casado com Jeanine Antunes Pinto, com quem tem dois filhos: Pedro Antunes Pinto Sarmento Martins e Rodrigo Antunes Pinto Sarmento Martins.

Helena Grumbach nasceu às 22:45 horas de 26/01/1910, à Rua Babilônia,6. (Livro 113, às folhas 91, sob o nº 214, 1º Ofício de Escrivão da Quinta Pretoria Cível e Oficial do Registro Civil da Freguesia do Engenho Velho da Capital da Republica dos Estados Unidos do Brasil) Batizada em 14/05/1911 no Curato do Santíssimo Sacramento da Antiga Sé, Arcebispado de S. Sebastião do Rio de Janeiro, pelo Cura-Conego Julio Vimeney. Foram padrinhos Antônio da Silva Ribeiro e Albertina da Silva Ribeiro. (Livro 54, às folhas 35) Fez sua 1ª Comunhão em 15/08/1918, no Colégio dos Santos Anjos, junto com a irmã Alice Grumbach.

Em 27/01/1910, foi lavrado termo retificando o nome para Helena Souto Grumbach.

Numa época em que poucas mulheres trabalhavam, teve uma bela vida profissional:

20/05/1936 – contratada para exercer as funções de arquivista e datilografa na Seção Especial de Informações

20/05/1938 – contratada para as funções de 2ª classe, por 12 meses, no Ministério das Relações Exteriores

01/01/1939 – contratada para as funções de auxiliar de escrita de 3ª classe, por 12 meses, no Ministério das Relações Exteriores

06/03/1939 – admitida para a função de auxiliar de escritório XI da Secretaria de Estado das Relações Exteriores

21/05/1945 – admitida para a função de criptógrafa XVII no Ministério das Relações Exteriores

10/01/1946 – da função de referência XVII para a XVIII, da série funcional de criptografa da Secretaria de Estado

21/10/1946 – Adido à Delegação do Brasil à Conferência de Paris.

28/09/1950 – designada para a função de auxiliar do Chefe do Departamento de Administração do Ministério das Relações Exteriores

15/02/1951 - prestou concurso para Secretária, sendo aprovada

03/08/1953 – designada para servir na Embaixada do Brasil em Londres, onde residiu na 10 Regeney House – Osnaburgh Street

14/01/1960 - transferência para Brasília

24/07/1965 – recebeu a medalha e o certificado comemorativos dados pelo Colégio Brasileiro de Genealogia aos descendentes dos primeiros povoadores do Rio de Janeiro (tronco de Sebastião Fagundes Varela)

28/04/1966 – designada para exercer suas funções na Delegação do Brasil em Genebra

21/11/1966 - o cargo de criptografo foi incluído na carreira de Oficial de Chancelaria do mesmo Quadro de Pessoal

12/02/1969 – removida para a Embaixada do Brasil em Buenos Aires (Embajada del Brasil – Arroyo – 1142 – Buenos Ayres – Argentina)

20/05/1969 – designada para exercer o cargo de Assistente do Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores

01/01/1973 – Oficial de Chancelaria AS – 803.6

22/02/1974 – removida da Embaixada do Brasil em Buenos Aires para a Secretaria de Estado em Brasilia

29/04/1974 – designada para exercer o encargo de Assistente de Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores

23/04/1975 – admitida na Ordem de Rio Branco, no Grau de Cavaleiro, em cerimônia no Palácio do Itamaraty, em Brasília, quando recebeu a insígnia e diploma (admissão 208).

A Ordem de Rio Branco, criada pelo Decreto 51.697, de 05/02/1963, com o fim de galardoar as pessoas físicas e jurídicas nacionais ou estrangeiras que, pelos seus serviços ou méritos excepcionais, se tenham tornado merecedoras dessa distinção, consta das seguintes classes: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.

A insígnia da Ordem é uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas de branco, ao centro a esfera armilar, em prata dourada, no círculo de esmalte azul consta a inscrição ‘Ubique Patriae Memor’, expressão em latim, extraída do ‘ex-libris’ do Barão do Rio Branco, que se traduz por ‘Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança’.  No reverso dourado, as datas 1845-1912, anos do nascimento e da morte do Barão. Concedida apenas uma vez ao ano, na data de aniversário do Barão do Rio Branco.

A insígnia é fabricada pela Joalheria H. Stern, em prata e esmalte.

“O Presidente da Republica, na qualidade de Grão-Mestre das Ordens Brasileiras e de acordo com o Regulamento aprovado pelo Decreto 66.434, de 10/04/1970, alterado pelo Decreto 73.876, de 29/03/1974, resolveu admitir no Quadro Suplementar da Ordem de Rio Branco, no Grau de Cavaleiro a Senhora Helena Souto Grumbach, Secretaria do Ministro de Estado das Relações Exteriores, por Decreto de 16/04/1975.”

26/02/1976 – designada para exercer a função de Oficial de Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores

18/02/1977 – designada para exercer a função de Chefe da Secretaria do Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores

16/05/1979 – requereu aposentadoria, após 43 anos de efetivo exercício, com as vantagens da função de Chefe da Secretaria do Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores

22/05/1979 – concedida sua aposentadoria pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores

Faleceu às 10:50 horas, de 14/05/2003, mesmo dia e mês em que foi batizada, aos 93 anos, de falência de múltiplos órgãos e sistemas, sepse, infecção enfovascular, insuficiência renal crônica e hipertensão arterial sistêmica, no Prevcor Ipanema. Cremada no Crematório da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. (Livro nº 579C, às folhas 204, sob o nº 130487, 5ª Circunscrição do Registro Civil das Pessoas Naturais da Capital do Estado do Rio de Janeiro)

Não se casou, nem teve filhos.

A história nos revela a existência de Santa Helena, rainha e mãe do primeiro imperador cristão, Constantino, o Grande, que promulgou o Édito de Milão, que decretou o cristianismo uma religião.

Santa Helena descobriu a cruz na qual Jesus foi crucificado, por isso, é mostrada como rainha e segurando uma cruz.

Essa historia foi objeto de um poema muito celebrado chamado Elene de Cynelwif.

Sua festa é celebrada no dia 18/08, sendo invocada contra o trovão e o fogo.

Dela, carinhosamente chamada por todos de ‘Dinda’, ganhei um maravilhoso quadro de Santa Helena.

 

Joseph Grumbach, nascido às 10:45 horas, de 02/04/1911, à Rua Santo Henrique, 118. (Livro 121, às folhas 52, sob o nº 724, do Registro Civil da 11ª Pretoria Rio de Janeiro) Batizado em 26/11/1911, na Igreja Matriz de São José do Rio de Janeiro. Gostava de ser chamado por Jose Grumbach. 1ª Comunhão em 13/12/1921, na Igreja de Santo Afonso, junto com o irmão Raul Grumbach.

Casou-se com Marianna Moreira Ponce (Marianna Ponce Grumbach) com quem teve dois filhos:

Vera Regina Ponce Grumbach (Vera Regina Franco Ferreira) casada com Paulo Roberto Franco Ferreira, com quem tem quatro filhos:

  1. Jose Maria Franco Ferreira
  2. Paulo Guilherme Franco Ferreira, casado com Adriana Rocha de Paiva, dois filhos: Victor de Paiva Franco Ferreira e Bernardo de Paiva Franco Ferreira
  3. Carla Regina Franco Ferreira, casada com Alexander Rudolf Hohn, duas filhas: Eduarda Franco Ferreira Hohn e Isabela Franco Ferreira Hohn
  4. Ana Carolina Franco Ferreira, casada com Mauricio Camargo Ilarri, dois filhos: Rafaela Franco Ferreira Ilarri e Oliver Franco Ferreira Ilarri

Jose Roberto Ponce Grumbach, nascido às 3:00 horas, de 30/01/1944, na Rua Aristides Lobo, 115. (Livro nº 286, às folhas 256, sob o nº 47.648, Registro Civil, Sétima Circunscrição, Freguesia do Espírito Santo)

Casou-se com Regina Lucia Nogueira Catribe, com quem tem 3 filhos:

  1. Eduardo Ponce Grumbach, que tem um filho com Renata de Souza Maia: Eduardo Maia Ponce Grumbach
  2. Juliana Ponce Grumbach
  3. Mariana Ponce Grumbach, casada com Gustavo Taranto de Almeida, com uma filha: Marina Grumbach Taranto

Do 2º casamento, com Silvia Maria Azevedo Pinheiro (Silvia Maria Pinheiro Grumbach), tem um filho;

4. Ricardo Pinheiro Grumbach

 

Raul Grumbach fez sua 1ª Confissão em 07/12/1921 e sua 1ª Comunhão em 13/12/1921, na Igreja de Santo Afonso.

Casou-se com Gilda Miranda dos Santos (Gilda dos Santos Grumbach), com quem teve cinco filhos:

Gilda Maria dos Santos Grumbach, do casamento com César Mendonça teve três filhos:

  1. Flavia, casada.
  2. Cristiana Grumbach Mendonça, casada, com dois filhos.
  3. Mara Grumbach Mendonça, de uma primeira união, com Marcos Vinicius Borges da Silva Matos, não teve filhos. Casou-se uma segunda vez, com Roberto, com quem tem três filhos: Rafaela e os gêmeos Gabriel e Felipe.

Num segundo casamento, com Alberto Gentile, teve um filho:

4. Luiz Alberto Grumbach de Niemeyer Gentile, casado, um filho.

Eliana dos Santos Grumbach, casada com Eduardo Guedes Figueiredo, dois filhos:

  1. Eduardo, casado com Flávia, um filho: Leonardo
  2. Alexandre Grumbach Figueiredo, casado com Viviane Ferreira, duas filhas: Manuela e Valentina

Antônio dos Santos Grumbach, teve duas filhas de seu casamento com Sonia Madruga:

  1. Lena, casada com Antônio Carlos, um filho: João
  2. Daniela Grumbach, casada com Carlos Bandeira de Melo

Silvia Helena dos Santos Grumbach, casada com Luiz Sergio Vaz Pereira, três filhos:

  1. Sergio Grumbach Vaz Pereira, casado com Leila Rosa Basto, dois filhos: Guilherme Basto Grumbach Pereira e Letícia Basto Grumbach Pereira
  2. Isabela Vaz Pereira, casada com Julio César Maia Vieria, uma filha: Gabriela
  3. Vitor Grumbach Vaz Pereira

Raul Jose dos Santos Grumbach, casado com Ana Lucia Pereira Grumbach, três filhos:

  1. Rodrigo Pereira Grumbach, casado com Lilian da Rosa, uma filha: Giovana da Rosa Grumbach
  2. Luciana Pereira Grumbach Carvalho, casada com André Felipe Rosa França de Carvalho, uma filha: Júlia Grumbach de Carvalho
  3. Ricardo Pereira Grumbach, casado com Cristiana Rodrigues Britto Grumbach

Vida que segue … 

 

Endereços:

  • Rua Antônio Basílio, 77
  • Rua Aristides Lobo, 115
  • Rua Babilônia, 6
  • Rua Barão de Pirassununga, 1
  • Rua Conde de Bonfim, 674 casa v
  • Rua Desembargador Isidro, 73
  • Rua Francisco Sá, 38 aptº 501
  • Rua Marechal Pires Ferreira, 34 – Cosme Velho
  • Rua Santo Henrique, 118
  • Rua Santa Sofia, 72

 

 

 

 

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