Dicas de Viagem de Silvia Grumbach

VIAJAR É ANTES DE TUDO UM ESTADO DE ESPÍRITO. GOSTAMOS DE NOS SENTIR LIVRES PARA ESCOLHER NOSSOS DESTINOS, FAZER NOSSOS PRÓPRIOS ROTEIROS, GASTAR MAIS OU MENOS TEMPO DE ACORDO COM NOSSA VONTADE E NOSSO SENTIMENTO EM CADA LUGAR VISITADO. AFINAL ESTAMOS SEMPRE DIANTE DE UMA INFINIDADE DE POSSIBILIDADES. SUGIRO QUE COMECE LENDO "O PORQUE DOS ROTEIROS ???" Clique sobre as ilustrações para vê-las ampliadas e, por favor, se as copiar, não deixe de citar a fonte. AO INTRODUZIR OS RESULTADOS DE MINHA PESQUISA DE NOSSA GENEALOGIA, PROSSEGUI NUMA VIAGEM, ESTA DE VOLTA AO PASSADO, REVISITANDO HISTÓRIAS DE VIDA E SEUS PERSONAGENS, NOSSOS ANTEPASSADOS … VIVOS EM NOSSAS LEMBRANÇAS

DESCENDÊNCIA SEBASTIÃO FAGUNDES VARELA

“A fome só se satisfaz com a comida 

 e a fome de imortalidade da alma

com a própria imortalidade.

Ambas são verdadeiros instintos.”

Fernando Pessoa

Projeto de Lei Nº 1.629, de 1965 (Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara – Diário Oficial de 28/07/1965, página 1.753):

Reconhece oficialmente a “Medalha Comemorativa da Concentração dos Descendentes dos Povoadores do Rio de Janeiro”.

Autor: Dr. Everardo Magalhães Castro

Despacho: Às Comissões de Constituição e Justiça, Educação, Saúde, Trabalho e Assistência Social.

A Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara resolve:

Art. 1º – Fica oficialmente reconhecida como “Medalha Comemorativa da Concentração dos Descendentes dos Povoadores do Rio de Janeiro”, a Medalha que o Colégio Brasileiro de Genealogia outorgará, juntamente com o Diploma comprovante da ascendência, aos descendentes dos povoadores do Rio de Janeiro, na festa patrocinada pela Superintendência do IV Centenário a realizar-se no dia 24 de julho de 1965, no Parque do Flamengo.

Art. 2º – A “Medalha Comemorativa da Concentração dos Descendentes dos Povoadores do Rio de Janeiro” terá no verso a expressão: “Concentração dos Descendentes dos Povoadores do Rio de Janeiro – 1565 – 1965″ e no anverso a inscrição latina: “In venas meas sanguinis ilius” (“Nas minhas veias o sangue deles”), sendo mandada cunhar sob a exclusiva responsabilidade do Colégio Brasileiro de Genealogia, sem quaisquer ônus para os cofres do Estado.

Art. 3º – Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões, em julho de 1965 – Everardo Magalhães Castro.

Justificação:

Como parte dos festejos do IV Centenário do Rio de Janeiro, a Superintendência do IV Centenário promoverá uma festa no dia 24 do corrente mês, concentrando os descendentes dos povoadores da Cidade no Parque do Flamengo.

Comemoração inédita, a concentração marcará a passagem do IV Centenário da Cidade com um espetáculo brilhante e comovedor. É que se pretende concentrar milhares de descendentes dos dezoito troncos povoadores da terra carioca. Não há festejo paralelo no Brasil ou no Mundo.

A responsabilidade da autenticidade da ascendência esta afeta ao Colégio Brasileiro de Genealogia, que outorgará Diplomas comprovantes aos legítimos descendentes dos povoadores.

Para maior brilhantismo e perpetuação da efeméride. O Colégio Brasileiro de Genealogia resolveu mandar cunhar Medalhas comemorativas, sem ônus para os cofres do Estado, as quais serão entregues aos descendentes dos povoadores, juntamente com o Diploma Genealógico.

Pela relevância das festividades, resolvemos apresentar o presente projeto de Lei em homenagem aos valorosos povoadores da URBS carioca, na expressão bíblica: Enaltece Rei os Pais nos Filhos.

Juntamos, ainda, os Estatutos do Colégio Brasileiro de Genealogia, bem como as informações prestadas pelos seus responsáveis.

A Medalha comemorativa foi artisticamente gravada pelo Sr. Frederico Lohmann. Em losango, de pontas cortadas, tem no anverso o Brasão do Rio de Janeiro com os anos da fundação e da comemoração, um de cada lado do escudo; circundando, a inscrição “Concentração dos Descendentes dos povoadores do Rio de Janeiro”. No verso, a cruz simbólica do IV Centenário, ao centro, enfeixada com o dístico “In venas meas sanguinis ilius” (nas minhas veias o sangue deles).

Quando da chegada dos portugueses ao Rio de Janeiro, o território foi distribuído em sesmarias para a instalação de engenhos para o cultivo de cana-de-açúcar.

As terras situadas nas margens da Lagoa (atuais bairros da Gávea, Jardim Botânico e Lagoa) eram habitadas pelos índios Tamoios.

O português Antônio de Salema, jurista formado em Coimbra, Governador e Capitão-Geral da Capitania do Rio de Janeiro (1575-1578), obteve em sesmaria (1575) este território para aí instalar um engenho de açúcar, a que chamou de Engenho d’El Rei. Não tendo tido sucesso, o abandonou em 1578, quando de seu regresso a Portugal.

Por arrendamento enfitêutico*, em 1598, assumiu referida área Diogo Amorim Soares, escrivão da alfândega, passando o nome para Lagoa de Amorim Soares.

* convenção pela qual o proprietário de um bem imóvel transfere para outrem o domínio útil contra o pagamento de uma renda anual ou foro, aforamento.

Diogo Amorim Soares foi expulso da cidade do Rio de Janeiro por corrupção, em 1609, passando, então, o engenho ao seu genro Sebastião Fagundes Varela e sua designação alterada para Lagoa dos Fagundes.

Sebastião Fagundes Varela ampliou suas propriedades nesta área, por volta de 1620, estendendo-as dos atuais bairros do Humaitá até o Leblon, constituída por 58 chácaras, um dos grandes latifúndios da, à época, periferia do Rio de Janeiro.

Além de explorar o engenho, criava gado e extraía madeira da região.

Esta vasta sesmaria incluía duas importantes capelas: a Capela de Nossa Senhora da Conceição, a principal e maior do engenho e a pequena Capela de Nossa Senhora da Cabeça (1603), pouco conhecida, mas uma das joias do patrimônio do Rio de Janeiro.

Sua bisneta e herdeira, Petronilha Fagundes (1671-1717) casou-se, em 1702, com o jovem oficial de cavalaria português Rodrigo de Freitas Castro de Carvalho, de apenas 16 anos, e para agradá-lo teria batizado todas as suas propriedades com o nome dele, daí a denominação de Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ao enviuvar, em 1717, Rodrigo de Freitas Castro de Carvalho regressou a Portugal, para sua Quinta de Suariba, deixando a propriedade nas mãos de seu filho João de Freitas de Castro, deste para Rodrigo Antônio de Freitas Castro e Melo e deste para diversos arrendatários.

No início do século XIX, com a chegada da Família Real Portuguesa, o Príncipe Regente a expropriou (1808) para construção no local de uma fábrica de pólvora e a instalação do Real Horto Botânico (atual Jardim Botânico).

Segundo Celso de Martin Serqueira (www.serqueira.com.br), um ano após apoderar-se da área, D. João visitou o local e teria sido mal recebido pelos indignados ocupantes das terras vizinhas, que estariam aborrecidos com a intrusão da Corte e fim do engenho.

Os proprietário teriam mandado seus feitores e escravos para a beira dos caminhos e à passagem do cortejo, todos teriam arriado suas calças. Por conta deste original protesto, D. João teria mandado prender os escravos e teria cassado ‘ad eternum’ todos os direitos, mercês e benesses oficiais dos feitores e donos daqueles arredores.

Dentre os dezoito troncos povoadores da terra carioca, um deles é o de Sebastião Fagundes Varela, natural de Viana do Castelo, Portugal, nascido em 1583, falecido no Rio de Janeiro, em 29/07/1639, aos 56 anos.

Tendo tentado, com os dados acima, obter uma cópia da certidão de nascimento de Sebastião Fagundes Varela, informou-me a Diretora do Arquivo Distrital de Viana do Castelo Maria Clotilde de Mendonça Amaral, que tais elementos eram insuficientes para dar início a quaisquer pesquisas que permitissem sua localização. Ainda de acordo a Diretora, a denominação Viana do Castelo poderia ser entendida como a capital do distrito, onde está o Arquivo Distrital, ou o Concelho do mesmo nome, ou todo o distrito. O distrito de Viana do Castelo é formado por 10 concelhos, entre os quais o de Viana do Castelo, que perfazem no seu todo cerca de 300 freguesias, todas densamente povoadas. Além do que, há poucas paróquias, nos vários concelhos, cujos assentos recuem ao ano de 1583. Seria preciso conhecer de que freguesia era natural Sebastião Fagundes Varela.

Nesta mesma oportunidade, informou-me da existência de um estudo publicado há alguns anos, da autoria de Pedro de Magalhães Abreu Coutinho, ‘Fagundes e a descoberta do Canadá’, com que fui contemplada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, através da Divisão de Biblioteca, Documentação e Arquivo, que muito agradeci ao Diretor da Biblioteca Pública Municipal de Viana do Castelo, Dr. Rui A. Faria Viana, através do Sr. Porfírio Pereira da Silva.

Trata-se, na verdade, de um estudo sobre João Álvares Fagundes, a vida e a viagem deste navegador vianense por terras do Canadá e um estudo genealógico sobre sua família, cuja única filha casou com um Senhor do Solar de Cortegaça.

“João Álvares Fagundes deve ter nascido em Viana no 3º quartel do século XV e pertencia a uma das principais famílias da então vila, que em 1498 tinha carta de brazão de armas.”

“Quando se fala no seu nome, em Viana, logo se acrescenta: ‘o capitão da Terra Nova’.

Esta é a genealogia de João Álvares Fagundes:

João Fagundes, Senhor do Prazo de Geraz (1340) &

- Joaneanes Fagundes, Abade de Serreleis (1360) &

  – Maria Anes (1380) & João Paes, o Tabelião

    – Álvaro Anes & Catarina Dias

      – João Álvares Fagundes, tinha carta de armas, morreu entre 1522 e 1523, muito provavelmente no mar, ou até na Terra Nova que descobrira e estava povoando.

Segundo Manuel Jose da Costa de Felgueiras Gaio, João Álvares Fagundes teria se casado com Maria Gonçalves Maciel, com teria tido uma única filha, Catarina Fagundes, nascida em 1510.

Segundo Pedro Magalhães Abreu Coutinho, João Álvares Fagundes teria se casado com Leonor Dias Boto, com teria tido uma única filha, Catarina Fagundes.

Segundo Manuel Jose da Costa de Felgueiras Gaio, Catarina Fagundes teria se casado com Manuel Vicente Paris e teriam tido 3 filhos, entre eles Afonso Gonçalves Fagundes.

Segundo Pedro Magalhães Abreu Coutinho, Catarina Fagundes teria se casado com Gonçalo Afonso Cerqueira e teriam tido 3 filhos, entre eles Afonso Gonçalves Fagundes.

Segundo Manuel Jose da Costa de Felgueiras Gaio, Afonso Gonçalves Fagundes teria se casado com Maria Quezado Peixoto e teriam tido uma filha, Gracia Vaz Fagundes.

Segundo Pedro Magalhães Abreu Coutinho, Afonso Gonçalves Fagundes teria se casado com Maria Casado e teriam tido uma filha, Gracia Vaz Fagundes.

Gracia Vaz Fagundes se casou com Francisco Fernandes Varela e tiveram Sebastião Fagundes Varela.

Sebastião Fagundes Varela se casou com Maria de Amorim Soares, nascida em 15/05/1592, no Rio de Janeiro, falecida em 1676, aos 83 anos.

O casamento aconteceu no Rio de Janeiro, em 1613.

Desta união nasceram, pelo menos, quatro filhos:

  1. Petronilha Fagundes (1614)
  2. Diogo Fagundes (1616)
  3. Antônio Fagundes Varela (1618)
  4. Ne… Fagundes Varela (1624)

A primogênita Petronilha Fagundes (1614-1668) casou-se, em 1635, com o Capitão João Fagundes Paris, de Viana do Castelo, Portugal.

A filha deles, Isabel Fagundes (1639) casou-se, em 1663, com Manuel Teles Barreto e tiveram sete filhos.

A filha Petronilha Fagundes (1671) casou-se, em 1702, com o Capitão Rodrigo de Freitas Castro de Carvalho, de São Martinho de Penacova, Guimarães, Diocese de Braga, Portugal, de onde tem origem o nome da Lagoa Rodrigo de Freitas, anteriormente, Lagoa de Manoel Teles e, antes ainda, Lagoa dos Fagundes.

continua …

 

 

 

 

 

 

 

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