Dicas de Viagem de Silvia Grumbach

VIAJAR É ANTES DE TUDO UM ESTADO DE ESPÍRITO. GOSTAMOS DE NOS SENTIR LIVRES PARA ESCOLHER NOSSOS DESTINOS, FAZER NOSSOS PRÓPRIOS ROTEIROS, GASTAR MAIS OU MENOS TEMPO DE ACORDO COM NOSSA VONTADE E NOSSO SENTIMENTO EM CADA LUGAR VISITADO. AFINAL ESTAMOS SEMPRE DIANTE DE UMA INFINIDADE DE POSSIBILIDADES. SUGIRO QUE COMECE LENDO "O PORQUE DOS ROTEIROS ???" Clique sobre as ilustrações para vê-las ampliadas e, por favor, se as copiar, não deixe de citar a fonte. AO INTRODUZIR OS RESULTADOS DE MINHA PESQUISA DE NOSSA GENEALOGIA, PROSSEGUI NUMA VIAGEM, ESTA DE VOLTA AO PASSADO, REVISITANDO HISTÓRIAS DE VIDA E SEUS PERSONAGENS, NOSSOS ANTEPASSADOS … VIVOS EM NOSSAS LEMBRANÇAS

NOSSO ROTEIRO EM YUCATÁN (MÉXICO) 2015

PRIMEIRO FOMOS AOS ‘INCAS’, AGORA AOS ‘MAIAS’.

>>> 09/05/2015 - sábado 

Providência nº 1 ao chegar ao aeroporto, embalar as malas. Sempre embalamos nossas malas para que fiquem mais protegidas e para que fique mais improvável serem violadas. Contudo, fomos alertados por um amigo de meu marido sobre uma outra preocupação além dessa, tão importante quanto, a de que coloquem algo dentro das malas.

Voamos Copa, voo CM 872, decolando à 1:32 hora, chegando ao Panamá, ao Aeroporto Internacional Tocumen, às 6:52 horas (duração 7h20m). Na mesma área em que desembarcamos, embarcamos para Cancún, sendo preciso apenas caminhar até o portão indicado. Tínhamos menos de 1 hora para essa conexão e o tempo foi suficiente. Voamos Copa CM 316, decolando às 7:32 horas, chegando ao Aeroporto Internacional de Cancún às 10:16 horas (duração 2h44m). A Copa Airlines é uma companhia panamenha.

Os dois voos foram mais confortáveis do que o habitual e o dejejum servido no trecho Panamá-Cancún estava muito saboroso, como há muito não experimentávamos.

A bagagem foi liberada após 45 minutos por conta da revista a que é submetida antes de ser liberada, como nos havia anunciado o piloto antes do desembarque.

O aeroporto de Cancún registrou mais de 17 milhões de passageiros em 2014. Através da Gray Line, do grupo Mayaland Mexico’s Tourism Pioneers, nos aguardavam no aeroporto o motorista Samuel e o guia Juan Jose Parra y Puerto, ambos excelentes e grandes companheiros de viagem, que nos acompanharam do dia 9 ao dia 15/05/2015.

Nosso primeiro destino foi Chichén Itzá, no Estado de Yucatán, na Península de Yucatán, 188 km pela Autovía Del Mayas.

Ainda antes de Chichén Itzá, visitamos o Sítio Arqueológico de Ek Balam, centro cerimonial e comercial, uma das cidades mais misteriosas já descobertas. Um dos últimos sítios arqueológicos descobertos na Península de Yucatán e quiçá uma das mais importantes ruínas maias já encontradas.

O sítio está protegido por muralhas que datam de 300 a.C. e tem início com magnífico arco maia, uma de suas cinco entradas. A área que visitamos, onde residia a elite, é apenas de 1km² dos 12 que compreendia. Seu principal templo se assemelha à mandíbula de um jaguar, daí o nome Ek Balam que quer dizer ‘jaguar negro’. Essa antiga cidade viveu seu esplendor antes que Chichén Itzá, tendo sido em seu tempo muito rica e muito importante, perdendo sua importância por volta do ano 1000 d.C., a partir daí, permanecendo desabitada durante muito tempo.

Acrópolis é a maior estrutura de Ek Balam, segunda maior construída pelos maias na Península de Yucatán, na qual acredita-se estava o túmulo de Ukit Kan Le’K Tok’, ‘O Trono’. Ek Balam abriu ao público recentemente e tem cerca de 45 estruturas, sendo que na maioria delas os visitantes estão autorizados a subir nelas. Um mural com 96 glifos é considerado uma obra prima da caligrafia, comparável aos de Palenque.

Seguimos, então, para Chichén Itzá, onde nos hospedamos no Mayaland Hotel & Bungalows*****, construído em 1923, pela família Barbachano, no meio da floresta, no centro do Parque Arqueológico de Chichén Itzá, com entrada privativa ao sítio. Conta com quatro restaurantes, entre cozinha internacional, mexicana e de Yucatán. Conta também com piscinas, bares, spa e lojas de artesanato. Há um caixa automático dentro da loja próxima a recepção. Os bangalôs foram construídos de acordo com o estilo tradicional maia, a base de madeiras da região talhadas a mão, pedra, mármore yucateco, vitrais. Nosso bangalô foi o P1C, uma referência ao arqueólogo Alfred Percival.

Na Tequileria do hotel, uma Margarita: tequila + controy + jugo de limon + sabores: fresa/strawberry, mango, tamarindo (a nossa escolha) ou jamaica/hibiscus.

A rede Mayaland Resorts conta com 3 hotéis em Chichén Itzá : > Hotel & Bangalows Mayaland (o escolhido por nós em Chichén Itzá) > The Lodge at Chichén Itzá  > Hotel Chichén Itzá e 2 em Uxmal: > Hacienda Uxmal Plantation & Museum (o escolhido por nós em Uxmal) > The Lodge at Uxmal. Observe se a diária informada inclui os impostos, provavelmente não. Eles onerarão sua conta em 19%, mais a taxa de serviços. www.mayaland.com

>>> 10/05/2015 - domingo

Nossa primeira visita ? Parque Arqueológico de Chichén Itzá, ‘lugar ao canto do Cenote dos Itzáes’.

Segundo descrição da ONU, Chichén Itzá “es uno de los más impressionantes testimonios de la civilización maya-tolteca (siglos X al XV). Contiene algunos de los más sobressalientes ejemplos de la arquitectura centroamericana, combinando las técnicas de la construción maya com la decoración esculpida tolteca”.

Estamos falando de uma área de 6,5km², que conta com duas zonas arquitetônicas: a zona sul, que remonta ao século VII e mostra a primeira construção no estilo maia Puuc, tradicional da região de Yucatán e a zona central, construída depois da chegada dos ‘toltecas’, por volta do século X e que mostra a fusão dos estilos arquitetônicos, respectivamente ‘La Vieja Chichén’ e ‘La Nueva Chichén’.

Chichén Itzá é o maior centro administrativo erguido pela civilização maia, visitado por cerca de 1 milhão de pessoas todos os anos. A área visitada, portanto, não era uma área residencial, mas sim de prédios públicos.

Do lado esquerdo da entrada principal, > o Juego de la Pelota  > a plataforma de Tzompantli  > o Templo de las Aguilas  > o Templo de Vênus  > o Cenote Sagrado   > a Pirâmide de Kukulcán  > o Templo de los Guerreros  > o grupo de las Mil Columnas  > o Bano de Vapor e  > o Mercado.

Do lado direito, > o Osario > a Casa del Venado > o Observatorio > a Escuela de Filosofia > o conjunto de edifícios construídos durante o Período Clásico Maya > a Iglesia > o Palácio de las Monjas e > o Templo de los Retablos. Mais a frente a Chichén Vieja.

A Pirâmide ou Templo de Kukulcán sobressai por seus 365 degraus, alusivos aos dias do ano. São quatro escadarias, cada uma delas com 91 degraus, que somam 364, que somados ao patamar do topo, comum às quatro escadas, totaliza 365, que representam os dias do ‘Haab’, o calendário agrícola solar. Nos equinócios da primavera (21 de março) e do outono (23 de setembro), a luz do sol sombreada pela aresta da pirâmide forma uma linha ziguezagueante no balaústre da escadaria central, de cima a baixo. Ao emendar na escultura da base, o jogo de luz revela uma serpente por inteiro.

Equinócio é o momento exato em que o sol, duas vezes ao ano, cruza o equador, fazendo com que o dia e a noite tenham a mesma duração em todo o mundo.

Construída cinco séculos antes da era cristã, está totalmente preservada e é o mais representativo templo maia. Nos tempos da colonização espanhola, a Pirâmide de Kukulcán recebeu o nome de ‘El Castillo’.

‘El Castillo’ é prova inconteste dos conhecimentos de matemática, geometria e astronomia dos maias. Cada uma das suas quatro faces se alinha com um dos pontos cardeais e os 52 painéis esculpidos nas suas paredes se refeririam aos 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo, segundo a tradição maia. Edificado sobre os restos de uma edificação anterior, uma escada escura em seu interior leva a uma câmara secreta onde se encontra o Trono del Jaguar, não aberto à visitação.

Nosso guia, Juan Jose, demonstrou ao bater palmas em frente a escadaria principal da pirâmide que o som das palmas produz um eco com som de pássaro. Incrível !!!

Antes da chegada dos espanhóis, os maias reuniam-se aos milhares em Chichén Itzá, em torno de 50 a 150 mil pessoas, dependendo da ocasião, em peregrinação para assistir os sacrifícios humanos como oferendas aos deuses e outras cerimonias.

Os sacrifícios humanos de homens, mulheres e crianças eram feitos no ‘Cenote Sagrado’, poço de cerca de 60m de diâmetro, 21m adentro da terra. Estes sacrifícios não eram frequentes. Foram encontrados cerca de 250 esqueletos.

É possível ver algumas estruturas que se assemelham a pequenos palcos para diversas apresentações culturais.

Chichén Itzá possuía 13 campos para ‘el juego de pelota’, um deles o maior que se tem conhecimento. O campo, incluindo os templos, mede 168m x 70m. De um lado e de outro, largas plataformas sobre as quais se levantam muros que delimitam o campo. No centro de ambos os muros, à 8m de altura, há aros de pedra em forma de serpente enroscada. No Templo de los Jaguares, a tribuna principal para os espectadores.

O juego de pelota é um ritual sagrado do México préhispânico e representa a luta entre as divindades celestes e o inframundo. O tribunal simboliza o universo e os jogadores representam os astros e seus movimentos. E tem tamanha acústica que se pode escutar do outro lado.

O Observatório ou ‘Caracol’, em razão da escadaria em forma de caracol, que se encontra em seu interior, é resultado de várias remodelações. Usado para estuda o céu, sem nenhuma vinculação às funções religiosas da cidade, única construção circular.

A Casa de las Monjas recebeu este nome por se assemelhar a um monastério, mas, na verdade, se trata de um palácio maia, de decoração mais elaborada, que inclui desenhos de rosetas. 13 é o número sagrado dos maias. À frente do palácio estão desenhadas 12 máscaras que formam uma única máscara que compõe a fachada.

Os habitantes de Chichén Itzá, além de satisfazer sua espiritualidade, ou seja, seu corpo interior, também davam grande importância ao bem estar estético, ou seja, do corpo exterior, disfrutando de ricos ‘baños de vapor’ à base de ervas, emanado por um forno central, onde se aquecem pedras sobre as quais se joga água fria para gerar o vapor.

El Templo de los Guerreros forma parte do conjunto arquitetônico de las Mil Columnas. Centenas delas, algumas de base quadrada e outras redondas, rodeiam o templo e seus anexos.

Fundada por volta dos anos 435 e 455 a.C., Chichén Itzá foi abandonada em 670 d.C. e reconstruída 300 anos mais tarde, tornando-se o centro cultural, econômico e político da civilização maia.

As rotas de comércio possibilitaram a obtenção de ouro e outros recursos minerais para a região.

Acredita-se que a região não tenha sido completamente abandonada já que os Cenotes Sagrados continuaram sendo usados como local de peregrinação, para fins cerimoniais, incluindo os sacrifícios humanos. Eram dois grandes cenotes, um que provia de água doce e fresca a população e outro que recebia as oferendas e sacrifícios humanos e de animais em rituais de purificação, celebração e renovação.

Os cenotes são rios naturais subterrâneos cujo fluxo teria formado cavernas magníficas que dão testemunho da evolução da geologia da Terra. Há muitos cenotes em Yucatán e em Quintana Roo, onde se pode mergulhar ou simplesmente nadar na superfície.

Em Chichén Itzá há cinco praças, das quais três foram recuperadas e as duas que restam por restaurar estão na Chichén Viejo.

Segundo nosso guia Juan Jose, de 3 a 4 mil pessoas transitavam em Chichén Itzá diariamente.

Tudo em Chichén Itzá resulta num forte e silencioso testemunho do poder e grandeza desta destacada civilização. Chichén Itzá foi um sítio de magia e mistério e exerceu seu poder durante séculos e, até seu declínio, foi considerado sagrado. Não existem palavras nem fotografias que façam justiça ao verdadeiro esplendor de Chichén Itzá. Somente quando vivemos pessoalmente a experiência de estar aos pés do Cenote Sagrado, ou em frente ao Castillo, é que adquirimos uma imagem real da história desse sítio, da grandeza de seu passado e da glória do povo maia de Chichén Itzá.

Algo que precisa ser repensado é a permissão de ambulantes dentro da área do sítio arqueológico, cerca de 700 a 800 deles montam suas barraquinhas, inclusive aproveitando estruturas a serem preservadas.

À somente 3 kms do sítio arqueológico de Chichén Itzá, o Parque Ecoarqueológico Cenote Ik Kil, de espetacular beleza e em cujas águas é possível em qualquer época do ano.

No retorno ao hotel, nas proximidades da entrada, adquirimos El Calendário Maya 2015, do Centro Cultural CECIJEMA, órgão auxiliar do Instituto Nacional de Antropologia e Historia, que tem por objetivo difundir e preservar a cultura maia, principalmente entre crianças e jovens das comunidades maias de hoje. ‘Nenhum outro povo da história teve tal interesse no tempo como o povo maia’, escreveu o historiador inglês Eric S. Thompson. Ainda segundo Thompson, o povo maia desenvolveu o mais extraordinário e preciso sistema calendárico da antiguidade, que ainda é motivo de admiração e assombro.

Na Tequileria, um Mojitequila: tequila reposado + zumo de limones + zumo de hierbabuena + água mineral.

No próprio hotel, no planetário, é possível assistir diariamente a um show ‘El Universo Maya’ – ‘Yok’Ol Kaab Mayaa’, escutar a história da antiga civilização maia, sua cultura, mitologia e ciência com suas contribuições a nossa forma de vida. Impressionante o fato de que as construções maias eram alinhadas ao céu.

>>> 11/05/2015 - 2ª feira 

terá continuidade …

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