Dicas de Viagem de Silvia Grumbach

VIAJAR É ANTES DE TUDO UM ESTADO DE ESPÍRITO. GOSTAMOS DE NOS SENTIR LIVRES PARA ESCOLHER NOSSOS DESTINOS, FAZER NOSSOS PRÓPRIOS ROTEIROS, GASTAR MAIS OU MENOS TEMPO DE ACORDO COM NOSSA VONTADE E NOSSO SENTIMENTO EM CADA LUGAR VISITADO. AFINAL ESTAMOS SEMPRE DIANTE DE UMA INFINIDADE DE POSSIBILIDADES. SUGIRO QUE COMECE LENDO "O PORQUE DOS ROTEIROS ???" Clique sobre as ilustrações para vê-las ampliadas e, por favor, se as copiar, não deixe de citar a fonte. AO INTRODUZIR OS RESULTADOS DE MINHA PESQUISA DE NOSSA GENEALOGIA, PROSSEGUI NUMA VIAGEM, ESTA DE VOLTA AO PASSADO, REVISITANDO HISTÓRIAS DE VIDA E SEUS PERSONAGENS, NOSSOS ANTEPASSADOS … VIVOS EM NOSSAS LEMBRANÇAS

NOSSO ROTEIRO NA PATAGÔNIA ARGENTINA – EL CALAFATE 2015

NOSSO ROTEIRO NA PATAGÔNIA ARGENTINA – EL CALAFATE 2015

> 07/11/2015 – sábado

Partida de Puerto Natales (Chile) para El Calafate (Argentina), saindo do hotel The Singular Patagônia, chegando ao Hotel Quijote, percorrendo 370 km, em aproximadamente 5 horas. No caminho, uma parada no Mirador Tec. Julio Heredia El Monito.

Quijote Hotel, Gobernador Gregores, 1191 – www.quijotehotel.com.ar Localização excelente, paralela e no quarteirão da avenida principal, onde se concentram bancos, agências de turismo, bares, restaurantes e boas lojas, algumas diferenciadas.

A cidade de El Calafate se encontra na Província de Santa Cruz, na Patagônia Argentina, às margens do Lago Argentino, o maior do país, alimentado pelos glaciares.

Com cerca de 21 mil habitantes, é uma das três cidades mais importantes da Província de Santa Cruz, porta de acesso ao Parque Nacional Los Glaciares, a uns 80 km do Glaciar Perito Moreno, aos pés do Cerro Calafate e na Bahia Redonda.

O nome El Calafate provém de um pequeno arbusto, muito popular na região, cujo fruto, de tom azulado, é utilizado na preparação de doces e geléias.

Conta a lenda que um dia, Koonex, uma velha curandeira, de uma tribo de tehuelches (indígenas da Patagônia) não conseguiu mais andar. Contudo, sua tribo precisava partir antes da chegada do inverno. Koonex decidiu ficar e todos a ajudaram a juntar alimento e lenha, fazendo, ainda, um toldo de couro que a protegesse do frio e do vento. O olhar dela os seguiu até sumirem trás o fio do horizonte. Até os animais do lugar haviam ido embora. Os dias e as noites passaram. Com a chegada da primavera, os animais voltaram e foram repreendidos pela anciã por a terem deixado sozinha. Eles, então, se justificaram dizendo que não era possível ficar ali no inverno, porque não teriam comida nem lugar para se refugiar. Koonex respondeu que a partir de então nada iria lhes faltar e no lugar da velha senhora surgiu um arbusto espinhoso, de flores amarelas e perfumadas. Com o passar dos dias, as flores tornaram-se frutos, garantindo, assim, alimento para os animais. Os tehuelches voltaram e espalharam as sementes por toda a região e, desde então, quem come o fruto do Calafate, volta à região …

El Calafate se popularizou por Néstor & Cristina Kirchner serem da província, onde mantinham uma casa de fim de semana. Na rua principal, Avenida Libertador, encontram-se as lojas, os restaurantes e as agências que oferecem todas as opções de passeios. 

> 08/11/2015 – domingo

A Gray Line nos buscou no hotel para nos levar ao Glacial Perito Moreno, um dos 300 glaciais do Parque Nacional Los Glaciares, criado em 1937 e reconhecido em 1981 como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. 

Após percorrer 80 km, chega-se à zona das passarelas de onde é possível desfrutar diversas vistas panorâmicas do Glacial Perito Moreno, escolhido por ser o de mais fácil acesso.

Seu nome é uma homenagem a Francisco Pascasio Moreno, renomado pesquisador da região austral, que ajudou a estabelecer os limites entre Chile e Argentina.

Com uma superfície, aproximadamente, igual a da cidade de Buenos Aires, 254 km², e tão alto quanto o Obelisco, de 50 a 70 m, é conhecido pelos estrondos provocados pelas rupturas do Glacial, um espetáculo natural único. Profundidade de 137 m e temperatura da água entre 4 e 6 graus.

Comemos num bar próximo às passarelas.

Ainda no Parque Nacional, no Porto Bajo de las Sombras, embarcamos no Catamarã Victoria Argentina para navegar pelo Brazo Rico del Lago Argentino, nos aproximando do Glacial.

Os glaciares da região são o que restou da última era glacial há uns 2 milhões de anos atrás.

Os colonos se referem aos Glaciares como ‘los pampas de hielo’.

Finalizamos o dia jantando no Mi Viejo Restaurante, Asador y Parrilla, onde experimentamos e aprovamos a ‘provoleta grilled’, ‘provolone cheese’, seguida de ‘creppe de espinacas y salmón com salsa rose’. Avenida del Libertador, 1111.

A Rota Nacional 40 corre aos pés da Cordilheira dos Andes.

Nasceu como ‘Caminho Nacional’ em 1935 e une a Patagônia inteira.

São mais de 5.200 km, que se iniciam no extremo sul do continente, em Cabo Virgenes, Santa Cruz, até seu final em La Quiaca, Jujuy, passando por 17 parques nacionais e reservas, desde os gelos eternos do Parque Nacional Los Glaciares até os Parques Provincial Ischigualasto, mais conhecido como Valle de la Luna e Nacional Talampaya.

Em alguns trechos coincide com a estrada construída pelos incas.

> 09/11/2015 – 2ª feira

Na Avenida del Libertador General San Martín, 1302, o Centro de Informes do Parque Nacional Los Glaciares, complementou a visita do dia anterior.

Almoçamos no Restaurante La Tablita, na Coronel Rosales, 28, o mais tradicional da cidade.

O local escolhido para o jantar foi o Casimiro Biguá, uma referência ao Cacique General de la Patagônia. Biguá era uma alusão à Bibois, apelido dado a seu padrinho Francisco Fourmantin.

Entre o almoço e o jantar, passeamos pelo comércio. 

> 10/11/2015 – 3ª feira

O transporte do Eolo – Patagonia’s Spirit-Realis & Chateaux, à 27,5 km do centro de El Calafate, cerca de 30 minutos, caminho ao Porto de Punta Bandera, nos buscou no Hotel Quijote. Ruta 11 km 23.000 www.eolo.com.ar

No estilo das antigas fazendas da Patagônia, este hotel se situa no sul da Patagônia Argentina, no Vale da Anita, na ladeira leste do ‘Cerro Frías’.

“Las estancias patagónicas son establecimientos agrícolas ganaderos que recientemente han abierto sus instalaciones a los visitantes. Esta modalidad turística permite adentrarse en la vida rural de la Patagonia asistiendo a tares como la esquila de ovejas, cabalgando por la estepa o degustando carnes autoctonas.”

Antes de sairmos, escrevi no caderno de assinaturas do hotel: “Se existe paraíso, ele está aqui. Os janelões que rodeiam toda a casa permitem uma visão cinematográfica, full time. Não há foto capaz de retratar toda esta beleza. Só isto bastaria para trazer qualquer um de nós até aqui, mas esta experiência vai muito, muito além. Que comida !!! Refeições dos Deuses !!! Que croissant é este !!! Sabor e apresentação dos pratos impecáveis. E que equipe gentil e solícita. Sabemos que a perfeição é um ideal a ser buscado permanentemente, mas o Eolo está bem próximo de atingi-la. Um espaço extremamente bem decorado, com um bom gosto incrível, simples e sofisticado ao mesmo tempo, cada objeto no lugar certo, criando ambientes agradabilíssimos, aconchegantes. Muito boa e original a idéia dos mapas (32) disponibilizados, permitindo conhecer um pouco mais a região e seus múltiplos aspectos. Até o gato que frequenta o deck parece em perfeita sintonia com a atmosfera do lugar. Fica para nós um gostinho de ‘quero mais’. Obrigado a todos por tudo e um pouco mais.”

Chegamos a esta belíssima Estância, nos acomodamos e fomos almoçar. No restaurante, um quadro despertou nossa curiosidade pelo código de barras, como que o identificando como um produto a venda. O quadro tem por autor o arquiteto e pintor chileno Hernán Gana.

A cada quatro dias é assado um cordeiro, no fogo de chão e nós chegamos exatamente no dia em que o cordeiro seria assado. Assim, às 16 horas, foram colocados três cordeiros para assar até as 20 horas, quando foram servidos no jantar. Confesso, estavam deliciosos, crocantes. Aliás, todo o jantar estava saborosíssimo.

A gastronomia é um ponto forte, assumidamente. Veja o que pensam:

“Las reuniones familiares en torno a la mesa donde la buena comida era la protagonista, me llevaroon a involucrarme en esta profesión, que dia a dia se enriquece y desde entonces no deja de atraparme. En este menu, un humilde homenaje a aquellas personas, que junto a grandes maestros de la gastronomia local fueron guiando mis primeros pasos” (Juan Pablo Bonaveri – Chef Executivo)

E, então, um convite: “Ahora lo invitamos a que se tome um instaante, una pausa para apreciar la combinación de todo lo que le ofrecemos. Déjese llevar solo por sus sentidos y grabe este momento para revivir la experiencia Eolo.”

Convite que aceitávamos a cada refeição: café da manhã, almoço e jantar, sem qualquer margem para arrependimento.

Revista L’Âme & L’Esprit – Winter 2010-2011 – Magic Steppe – www.relaischateaux.com/eolo 

> 12/11/2015 – 5ª feira

O hotel nos transportou para o Aeroporto Internacional de El Calafate (FTE), onde embarcamos no vôo AR 1690, às 12:10 horas, chegando às 13:22 horas ao Aeroporto Internacional Islas Malvinas Ushuaia (USH), à 869 km.

One thought on “NOSSO ROTEIRO NA PATAGÔNIA ARGENTINA – EL CALAFATE 2015

  • RICARDO TRIGO disse:

    silvia, adorei as dicas e anotei tudo para levar comigo. Senti falta apenas do teu comentário, da tua opinião, se voce gostou ou não, sobre os lugares visitados.

    Abraço e grato pelas dicas

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